Simulador de quitação de financiamento
Descubra o valor para quitar seu financiamento hoje, quanto de juros futuros você deixa de pagar e se compensa mais quitar, amortizar só uma parte ou deixar o dinheiro investido. Funciona para Tabela Price e SAC.
O que ainda falta pagar
Quanto é dívida de verdade e quanto é juro que ainda nem venceu
Quitar ou investir esse dinheiro?
Patrimônio ao fim do prazo, supondo que você tem o valor da quitação guardado
Amortização parcial
Antes e depois de adiantar parte da dívida
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Como funciona a quitação antecipada
Cada parcela de um financiamento mistura duas coisas: uma parte que abate a dívida (a amortização) e uma parte que remunera o banco (os juros). Os juros de uma parcela só existem porque o dinheiro ficou emprestado durante aquele mês. Se você devolve o dinheiro antes, os juros dos meses seguintes simplesmente deixam de existir.
Por isso, o valor para quitar um financiamento hoje não é a soma das parcelas que faltam: é o saldo devedor, que equivale ao valor presente dessas parcelas descontado pela mesma taxa do contrato. É exatamente essa conta que o simulador faz.
Exemplo: faltam 30 parcelas de R$ 1.200 num contrato a 1,49% ao mês. Somando tudo seriam R$ 36.000, mas a quitação hoje fica em torno de R$ 28.860. A diferença, cerca de R$ 7.140, é juro futuro que você não paga.
O desconto dos juros é um direito seu
O Código de Defesa do Consumidor (art. 52, §2º) garante ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcial, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos. O banco não pode recusar a quitação nem cobrar os juros de meses que ainda não passaram. A Resolução CMN nº 3.516 proíbe ainda a cobrança de tarifa pela liquidação antecipada em contratos com pessoas físicas.
Na prática, basta pedir ao banco o boleto ou valor de quitação pelo aplicativo, internet banking ou central de atendimento. A maioria das instituições mostra esse valor na área do contrato, com validade de poucos dias, porque ele muda diariamente.
Por que o número do banco pode ser diferente
- Seguros embutidos: o seguro prestamista ou habitacional costuma vir somado à parcela e não recebe o mesmo desconto dos juros. Informe no simulador só a parte do financiamento.
- Data exata: o banco calcula por dias corridos até a data do pagamento; o simulador trabalha com meses cheios.
- IOF e tarifas financiados: se foram incluídos no valor emprestado, já estão dentro do saldo devedor e não são devolvidos.
- Taxa efetiva: use a taxa de juros nominal do contrato, não o CET (Custo Efetivo Total), que inclui seguros e tarifas.
Tabela Price ou SAC: qual é o seu
Na Tabela Price, todas as parcelas têm o mesmo valor. No começo, quase tudo é juro; no fim, quase tudo é amortização. É o sistema mais comum em financiamento de veículos, crédito pessoal e consignado. Para esse caso, basta informar a parcela, a taxa e quantas faltam.
No SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é fixa e os juros caem mês a mês, então a parcela diminui com o tempo. É o padrão dos financiamentos imobiliários da Caixa e dos grandes bancos. Como a parcela muda, o simulador pede o saldo devedor atual, que aparece no extrato anual ou no aplicativo do banco.
Amortizar reduzindo prazo ou parcela?
Quando você adianta só uma parte da dívida, o banco pergunta o que fazer com o saldo menor: manter a parcela e encurtar o prazo ou manter o prazo e diminuir a parcela.
Reduzir o prazo sempre economiza mais juros, porque elimina de uma vez as últimas parcelas, que carregam meses e meses de juros acumulados. Reduzir a parcela economiza menos, mas alivia o orçamento mensal, o que pode fazer sentido se o dinheiro está apertado ou se você quer montar uma reserva de emergência antes. Troque a opção no simulador para ver a diferença em reais no seu caso.
Vale mais quitar ou deixar o dinheiro investido?
A regra é simples: compare a taxa do financiamento com o rendimento líquido que o dinheiro teria aplicado, já descontado o Imposto de Renda. Se o contrato cobra 1,49% ao mês e o investimento rende 0,90% ao mês, cada real usado para quitar "rende" 1,49% garantidos. Se o contrato é antigo e barato, como um imobiliário a 0,7% ao mês, e a Selic está alta, pode compensar mais manter o dinheiro aplicado e seguir pagando.
Antes de usar tudo para quitar, vale manter uma reserva de emergência separada. Dinheiro usado para quitar não volta para a sua conta se aparecer um imprevisto. Para ver onde deixar essa reserva, use o simulador de Tesouro Reserva, Caixinha, CDB e Poupança.
Perguntas frequentes
Como calcular o valor para quitar um financiamento?
O valor de quitação é o saldo devedor, que corresponde às parcelas restantes trazidas a valor presente pela taxa de juros do contrato. Na Tabela Price, a fórmula é: saldo = parcela × [1 − (1 + i)−n] ÷ i, onde i é a taxa mensal e n o número de parcelas que faltam.
O banco é obrigado a dar desconto na quitação antecipada?
Sim. O Código de Defesa do Consumidor (art. 52, §2º) garante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos na liquidação antecipada, total ou parcial. O banco também não pode cobrar tarifa por isso em contratos com pessoa física.
É melhor amortizar reduzindo o prazo ou a parcela?
Reduzir o prazo economiza mais juros, porque elimina as últimas parcelas. Reduzir a parcela economiza menos, mas libera dinheiro todo mês. A escolha depende de você precisar de folga no orçamento agora ou querer pagar menos juros no total.
Vale a pena quitar o financiamento ou investir o dinheiro?
Compare a taxa do contrato com o rendimento líquido do investimento. Se o financiamento cobra mais do que a aplicação rende depois do IR, quitar é melhor. Antes, garanta uma reserva de emergência separada.
Por que o valor do banco é diferente do simulador?
O banco calcula por dias corridos até a data do pagamento e pode ter seguros e tarifas somados à parcela, que não recebem desconto. Informe só a parte do financiamento e use a taxa de juros do contrato, não o CET, para chegar mais perto do valor oficial.